Image

 

O Casal italiano, Adriano e Rafaela viajam por diversos países realizando trabalhos voluntários. 

Blog Ser Voluntário: O que motivou vocês a realizarem este trabalho?

Rafaela:Tem gente que nasce com essa vontade e tem outros que uma simples viagem faz abrir os olhos, como foi o caso do meu marido que depois de ter ido passar 15 dias na Àfrica, voltou querendo fazer o voluntariado, e tem gente que nao muda nunca, tudo depende do coração da pessoa eu sempre tive isso comigo é o desejo de ajudar que move isso. Nao é certo dizermos que vamos ajudar alguém, porque tem a troca, sempre aprendemos também.

Minha mãe não concorda com isso e nem minhas colegas do hospital, pois abro mão de várias coisas pra poder realizar esses trabalhos, minha mãe queria que eu ficasse aqui cuidando dos meus filhos que hoje são rapazes e a mais nova tem 2 meses.

Blog Ser Voluntário: Como conseguem conciliar o trabalho remunerado e o voluntariado?

Rafaela: Aqui na Itália eles motivam muito o trabalho voluntário, sempre colocam cartazes, eu acho isso aqui muito forte, existe uma clausula no contrato de trabalho, de todos os trabalhadores, você pode trabalhar seis meses ao ano e nos outros seis meses fazer o voluntariado, mas só recebe pelos meses trabalhados ou seja tem que economizar muito. Adriano já está aposentado mas eu ando mais de bicicleta pra economizar, não compra muitas roupas e nem nada de marca, minha tv tem 30 anos, (risos).

Blog Ser Voluntário: Vocês utilizam a renda pessoal para realizar esse trabalho?

Rafaela: Eu compro a comida e pago quase todas as despejas da viagem, mas a moradia sempre conseguimos, temos vários contatos.

È feito algum projeto antes de vocês irem realizar um trabalho?

Rafaela: Sim, primeiro vou sozinha, como fizemos nos Alagados em Salvador. Através de um contato ou agencia da cidade de destino, verifico as necessidades do local e volto para a Itália para fazer um plano de ação, depois convido as pessoas para ajudar no trabalho, esse primeiro passo dura 1 ano.

Depois de reunir a equipe e montar o projeto vamos pro campo, isso no segundo ano.

Blog Ser Voluntário: Essa equipe é formada por italianos?

Adriano: Sim, mas sempre temos ajuda de pessoas do local.

Blog Ser Voluntário: Como é realizado o projeto?

Rafaela: Adriano é carpinteiro, ensina a profissão e também ajuda a melhorar as casas das regiões,eu sou enfermeira oriento na área da saúde e atendo os necessitados, isso ainda no segundo ano .No terceiro ano é a vez de preparar as pessoas pra continuar sozinhos com a missão. Como sou a organizadora vou a primeira vez, volto e monto o projeto, depois que formar a equipe volto pra região que será realizado o projeto e começo a implantar as ideias, depois deixo a equipe lá e volto pra Itália, se a equipe toda não puder ficar direto eles alternam como fazemos agora, ficamos seis meses e outras pessoas ficam os outros seis meses até completar o projeto que dura 3 anos.

Blog Ser Voluntário: Vocês estão em conjunto com alguma igreja ou Ong ou instituição?

Adriano: Não fazemos por conta própria.

Blog Ser Voluntário: Como seus filhos reagem diante disso?

Rafaela: Eles ficam com a avó, eles nunca quiseram ir, já fiquei muito triste por isso, mas descobri que eles contam a nossa historia pra todo mundo, embora eles não demonstrem, existe algum interesse se não, não contariam. Pra minha surpresa e alegria esse ano eles falaram que queriam ir pra África também, nosso próximo destino mais uma vez.

Blog Ser Voluntário: Qual trabalho voluntário marcou mais?

Rafaela: Na Àfrica, qualquer lugar da África, primeiro por causa do idioma por mais que você saiba falar inglês eles falam dialeto e não tem muita comunicação e tem sempre que andar com um tradutor e as pessoas são diferentes te olham como se você fosse uma coisa, é um país que necessita de ajuda, muita.

Adriano: Foi em Pesqueira,interior de Recife lá no Brasil, montamos o projeto PODE , o objetivo era ir de casa em casa pra convencer as mães de deficientes a tirarem eles de casa, no espaço que vivíamos realizávamos fisioterapia , musicoterapia, mas as mães tinham vergonha de sair com eles, no fim do projeto tínhamos feito um bom trabalho aí fizemos uma passeatas nas ruas com todas as crianças deficientes.Fomos as ruas com eles pra mostrar que eles existem e para as mães superarem o medo e a vergonha deles.

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s